2019
Exposição Pública no Café 8100
Casa da Cultura de Loulé
Fui inspirada em pintar algo que me consomia a alma, o pincel tomou conta da tinta que ardia nas minhas veias.

Ao pintar esta tela, não imaginava que Portugal iria ficar assim, em chamas, em cinzas...
Natural de Moçambique, Leonor Brites veio para Portugal com 31 anos. Frequentou o Curso de Desenho e Pintura do Centro de Ensino Álvaro Torrão nos anos 60, tendo desenvolvido desde então a qualidade de pintar aliada a uma ousadia e tenacidade fundamentais, que se aperfeiçoam com os dias e as experiências. Leonor Brites apresenta no seu curriculum vitae várias exposições desde o ano de 1987, ano em que mostrou pela primeira vez ao público os seus trabalhos. Nessa altura, os seus quadros eram quentes como África, onde o fogo do vermelho e amarelo davam suporte à figura indígena e fisionómica africana, pintada numa fusão de estilo entre o abstrato e o clássico, exprimindo por vezes situações de proteção maternal ou retratando o dia a dia primitivo, cheio de crenças e valores. Vinte anos passados, a sua pintura evoluiu para o tom temperado da Europa, sem alterar, no entanto, as raízes antropológicas expressas nas suas obras.
A " alma" pictórica de Leonor Brites
... Alegria e volume, cor e paixão, ousadia e tenacidade, são elementos passíveis de serem empregues para definir o "campus" pictural de Leonor Brites. Leonor Brites (na nossa opinião) é uma jóia aferida na proficuidade e humildade com que explora a estrutura e orna as técnicas e as formas, as composições e os temas, o cromatismo e a estética das pinturas a óleo e aguarelas. É a "praxis" da simplicidade e obediência, do labor, da "raça" a romper as dificuldades imanentes da pintura, rentabilizando recursos, apetências e potencialidades, senda do prazer, autossatisfação e interrelação de informantes da pintura, olvidando fazer "rabiscos e espalha -tintas ..." Contemplar as pinturas de Leonor Brites é rever África, a terra quente, a mulher, a Mãe. O significante das composições é pródigo de exaltação e culto do zoomorfo, antropomorfo do "humanus", às vezes eivadas dum misticismo bélico confuso, criador e concreto, materializado em "debuxos" geométricos regulares e irregulares, reais e irreais, envoltos e ornados em cores quentes e apaixonantes. É no "jogo" cromático anulador das linhas ou pontos do desenho que Leonor Brites maximiza insipiências formais e técnicas de telas inflamando e exaltando o significante, o saber e a paixão ... Em súmula, Leonor Brites, cultiva uma pintura "SUA" aferido num percurso artístico emergente em 1987 paulatinamente afirmando-se pela positiva. É de crer que o futuro próximo mercê dos "documentos" disponíveis, a Leonor pode ser um caso sério na pintura moderna regional e nacional ... Estudo e trabalho, amor e paixão, tenacidade e obediência aos cânones da Arte pictórica é o que se exige de Leonor ... os feitos virão na altura própria.
Dr. Correia Góis, Coimbra (Historiador de Arte)
Casa da Cultura de Loulé
Albufeira
Escola de Línguas, Loulé
Quarteira - comunicado
Coimbra
Pombal
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Dolce VIta Coimbra
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Câmara Municipal de Mortágua, Pombal
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Figª da Foz
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Mortágua
2018
XXIX Mostra Coletiva de Artes Plásticas de Loulé
2010
Concurso de Pintura "Pintar a Praia da Figeuira da Foz"
1994
VII. Exposição Coletiva da C. M. de Miranda do Corvo
1993
VI. Exposição Coletiva da C. M. de Miranda do Corvo
1993
Convento de S. Francisco
Casino da Figa da Foz
1991
IV. Exposição Coletiva da C. M. de Miranda do Corvo
1991
1° Amostra de Pintores, Governo Civil de Coimbra
1990
Salão do Hospital dos Covões
Edifício Chiado
1989
Comissão pró Desporto e Cultura,
Salão do Hospital dos Covões
Edifício Chiado
1987
"As Mulheres também trabalham",
Câmara Municipal de Coimbra
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